Nossa golden retriever, Summer, e seu laudo da OFA

A displasia e o Golden Retriever

Se você é um amante da raça golden retriever, já deve ter ouvido falar sobre algumas das doenças mais comuns que afetam cães dessa raça e a mais famosa delas é a displasia coxo-femural. Na verdade existem duas displasias comuns em goldens: a coxo-femural e a de cotovelo, sendo a coxo-femural a mais falada.

Nesse artigo vamos abordar essas doenças, para passar um entendimento melhor ao público do que cada uma significa.

Displasia coxo-femural

A displasia da articulação coxo-femural é uma má formação desta articulação, que compreende a cabeça do fêmur e a fossa do acetábulo. É uma doença geneticamente transmissível de caráter recessivo.

Displasia de cotovelo

Também é um problema na articulação, dessa vez do cotovelo, que é apresentada com frequência em goldens. Poucos canis brasileiros investem em controles de displasia de cotovelo, o Golden Brand é um dos poucos que faz isso de forma sistemática atualmente.

O que é mais importante saber sobre a displasia coxo-femural e de cotovelo?

  • São transmitidas geneticamente mas, por terem caráter recessivo, podem surgir mesmo quando os pais do seu cão não possuem a doença, visto que algum cão lá atrás na árvore genealógica pode ter sido displásico e isso vir a se manifestar em seu cão. No caso dos goldens acredita-se que os cães que deram origem à raça eram displásicos, por isso, torna-se quase impossível erradicar a displasia;
  • A displasia nem sempre é desabilitante, muitos cães são assintomáticos (não apresentam qualquer sintoma da doença). Por isso, não se deve cruzar um cão apenas porque ele parece não ter displasia;
  • Os criadores sérios fazem exames de displasia nos pais dos filhotes e buscam fazê-los de forma padronizada. Aqui no Golden Brand fazemos o exame mais reconhecido internacionalmente sempre que possível, o da OFA (Orthopedic Foundation for Animals), que é enviado para análise nos EUA e divulgado em banco de dados aberto a consulta. NENHUM dos cães do nosso plantel cruzam ser terem os exames, seja de um veterinário reputável no Brasil, seja o definitivo da OFA (que por levar meses para sair, às vezes demoramos mais a publicar os resultados). O exame é importante pois em quanto mais gerações fizermos, menores serão as chances de novos filhotes terem a doença;
  • O fato de os pais dos filhotes terem laudo adequado de displasia, não significa que o filhote não terá as doenças, pois ela pode ficar sem se manifestar por várias gerações. Mas o laudo dos pais significa sim que a propensão do filhote ter é menor do que no caso de pais que não possuem o controle;
  • O ideal é que seu golden retriever não fique em piso liso, eles crescem e ganham peso rápido e o piso liso prejudica as articulações, aumentando o grau e incidência das displasias;
  • Cuide do peso do seu golden: ele deve crescer o mais magrinho possível (sabemos que filhotes gordinhos são lindos, mas isso é ruim para eles) e se manter assim ao longo da vida. Quanto mais leve ele for, melhores serão suas articulações;
  • Exercite seu cão para que ele desenvolva uma musculatura saudável: é a musculatura que deve sustentar as articulações e ter músculos fortes ajudará seu golden caso ele venha a ter displasia. Faça caminhadas diárias (por favor, não em excesso quando filhotes, estamos falando de cães já maduros, filhotes devem apenas brincar e não serem obrigados a correr ou caminhar) e a natação é o melhor exercício para um golden retriever (sempre com supervisão!)

É importante sempre lembrar que todas as raças caninas (e também os cães sem raça definida) possuem mais ou menos disposição para uma ou outra doença. Nenhum cão (nem seres humanos) está totalmente livre delas, então nossa maior arma é ter um entendimento cada vez maior sobre elas e fazer o possível para que não atinjam nossos tão amados companheiros e, caso venham a atingir, que possamos dar o máximo de conforto àqueles que nos dão tantas alegrias: nossos cães.

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